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PROTEÇÃO DIGITAL DO CONSUMIDOR

A EVOLUÇÃO SOFISTICADA DOS CRIMES CIBERNÉTICOS E A NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS

 

Você sabia que os crimes cibernéticos surgiram no mercado recentemente e já afetaram empresas do mundo todo? Com centenas de organizações afetadas até o momento e com pedidos de resgate milionários, essa nova modalidade de ataque se resume na combinação de duas condutas ligadas à extorsão: a que ameaça as vítimas de terem seus dados vazados com a que indisponibiliza o acesso aos dados.

Diariamente notamos que ataques cibernéticos evoluem de forma sofisticada e exigem das empresas cada vez mais consultorias estratégicas e novas tecnologias. O trabalho remoto também fez a demanda por segurança crescer na pandemia. São fatores como esses e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que fizeram com que principais executivos buscassem compreender os riscos cibernéticos e se envolvessem mais na tomada de decisões relacionadas à segurança.

Importante destacar que os crimes cibernéticos não causam apenas prejuízos financeiros. Podem afetar a integridade, a segurança pessoal, a reputação, a avaliação de crédito e até mesmo as perspectivas de emprego. Por isso, as empresas precisam entender que a relação com o consumidor não pode se resumir na compra e venda de um produto ou serviço. A proteção digital para o consumidor deixou de ser um item opcional.

Nesse contexto vemos que regulamentações mais rígidas estão levando ao amadurecimento do mercado de TI. No Brasil, a aplicação da LGPD exige que a maioria das empresas mude seus processos e tecnologias de apoio em relação à proteção de dados e defina funções, responsabilidades e penalidades.

Sancionada pelo Presidente da República no dia 17 de setembro de 2020, a LGPD empodera as Pessoas Físicas, dando a elas controle sobre seus dados e a possibilidade de punir os responsáveis por qualquer dano causado pelo mau uso das suas informações. E é aí que as empresas precisam se movimentar, pois a nova legislação imporá sérias restrições e acarretará riscos e prejuízos àquelas que não se adequarem.

A LGPD pode-se resumir ao seu objetivo primordial: devolver aos cidadãos o controle de seus dados pessoais e criar um ambiente de maior transparência digital, a LGPD reforça a necessidade de criar barreiras contra os crimes cibernéticos.

Nesse cenário, destaca-se que o Brasil é o país com o maior índice de preocupação em relação aos crimes cibernéticos: 87%, muito acima da média global, que é de 61%. Mesmo assim, muitos ainda se apegam às medidas básicas para proteção digital, como software (69%) e firewall (58%), enquanto apenas 16% investem em proteção contra fraudes de identidade, a principal causa de preocupação para 57% dos brasileiros[1].

E é nesse contexto que reside uma das principais oportunidades para as marcas: proteção digital para o consumidor, uma vez que 64% das pessoas ouvidas na pesquisa dizem que teriam uma impressão mais positiva da empresa que os apoiasse na solução de um crime cibernético.

Embora o Brasil seja o país com maior índice de preocupação, ele é hoje o segundo no mundo que mais tem sofrido perdas econômicas advindas de ataques cibernéticos. Entre 2017 e 2018, os prejuízos ultrapassaram US$ 20 bilhões (quase R$ 100 bilhões)[2].

Em recente levantamento da empresa de segurança cibernética Fortinet[3], o Brasil sofreu 15 bilhões de tentativas de ataque cibernético em apenas três meses. O levantamento mostrou que as ameaças cibernéticas estão crescendo em ritmo alarmante, tanto em quantidade quanto em sofisticação.

À luz da LGPD, não é aconselhável subestimar os riscos de incidentes de segurança usualmente relacionados ao despreparo de corpo funcional e insuficiência das medidas técnicas de proteção de dados. É preciso maior conscientização geral sobre questões de privacidade de dados e a adaptação das melhores práticas. Hoje, a questão não é se você vai sofrer um ataque cibernético, mas quando ele vai acontecer. E a recomendação é: esteja preparado.

 

CAIO KUSTER

LAIS CAMPAGANARO

 

Fontes:

[1] Disponível em: https://cxloyalty.com.br/insight/cybercrimesos/

[2] Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/09/05/brasil-e-2o-no-mundo-em-perdas-por-ataques-ciberneticos-aponta-audiencia

[3] Disponível em: https://exame.com/tecnologia/brasil-sofreu-15-bilhoes-de-ataques-ciberneticos-em-3-meses-diz-estudo/